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A Queda da República e a Resistência Republicana

Em 28 de Maio de 1926, a Primeira República constitucional foi derrubada por um bloco político-militar que justificava a sua legitimidade revolucionária com a necessidade de um saneamento da administração do Estado, de moralização da vida pública e de afastamento da “acção funesta dos maus políticos”.

Depois da Guerra, a República viveu sob dificuldades económicas e sociais desconhecidas e inultrapassáveis. O Partido Democrático – que as oposições designavam de “partido único” -, principal sustentáculo do poder constitucional, cindiu-se em várias tendências e foi incapaz de reformar o sistema. Mantinha-se no poder, mas não governava.

A direita conservadora e nacionalista, incapaz de chegar ao poder por votos, passara a defender um interregno ditatorial, findo o qual a República regressaria à normalidade constitucional.

Em 28 de Maio, o bloco insurreccional unia, tacticamente, sectores políticos da extrema-esquerda à extrema-direita, na base de uma única meta – o derrube do governo constitucional do Partido Democrático.

Nos quatro anos seguintes, a depuração dos democráticos e liberais foi profunda e radical: em 1930, a direita anti-constitucional, com o apoio de alguns sectores militares, tinha conseguido impor uma Ditadura política ao país e, em 1933, nascia uma nova República corporativa e anti-democrática.