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Entre a Tradição e a Modernidade

A diferentes expressões culturais e artísticas, foram em Portugal – um país com grande número de analfabetos -, obra de elites diminutas que se bateram pela promoção social das camadas populares.

Com a implantação e consolidação da República, este projecto demopédico ganhou uma dimensão central, tanto cultural como política. Multiplicaram-se os movimentos culturais, as “bibliotecas do povo”, os centros e associações de cultura e a imprensa (generalista ou especializada) viveu um dos seus períodos áureos: era numerosa, diversa e livre.

Presa pelas raízes do positivismo e de um naturalismo serôdio, a cultura e a arte do período republicano só muito raramente deram saltos inovadores. A primeira geração de modernistas, quando desabrochou, afirmou-se justamente contra o conservadorismo da cultura dominante que a República adoptara.

No entanto, é impossível ignorar o fervilhar de ideias, de movimentos e expressões culturais e artísticas inovadoras que surgiram e se afirmaram durante a República, fruto do clima de liberdade e de confronto aberto que o novo regime propiciou.