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Refundação da República – A “Nova República”

A participação de Portugal na Primeira Grande Guerra hipotecou, de forma quase definitiva, o regime republicano. Regressados ao País, os militares mostraram-se descontentes com a “aventura” política do intervencionismo e tornaram-se muito críticos da República.

Por seu lado, a crise de subsistências e o aperto económico provocados pela guerra desembocaram em tumultos incontroláveis, em greves e em revoltas que amedrontaram as classes médias urbanas.

Incapazes de sufocarem o descontentamento, os políticos republicanos armaram a GNR e chamaram os militares à governação para policiarem os movimentos sociais. Daí em diante, as forças da ordem nunca mais abandonaram o poder (político, administrativo, colonial), tendo mesmo liderado alguns governos da República.

O Governo de coligação de José Relvas (1919) pacificou o País, revogando muita da obra legislativa do Sidonismo, e, em Maio, o Partido Democrático voltou a obter uma maioria absoluta nas eleições para deputados. Iniciava-se a “Nova República”, marcada pela aspiração generalizada de uma regeneração do regime, depois do sério aviso ditatorial do consulado sidonista.