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Sidonismo – “A República Nova”

A entrada na Grande Guerra criou divergências profundas na sociedade portuguesa, ampliadas pelo intervencionismo inflexível dos afonsistas.

Recém-chegado da Embaixada de Berlim, Sidónio Pais foi o rosto que congregou ao redor de si uma miríade de conspiradores heterogéneos para derrubar o afonsismo pela força.

Sidónio prometeu e quis tudo: um “Presidente-Rei”, na expressão consagrada de Fernando Pessoa, como aquele que abraça todos os portugueses (republicanos e monárquicos, democratas e anti-democratas, conservadores e revolucionários, agnósticos e católicos) num desígnio nacional de “salvação da Pátria”.

Em nome do combate à “demagogia democrática”, fechou o Parlamento, impediu a actividade dos partidos republicanos históricos e instalou-se em Belém no lugar de Bernardino Machado, o Presidente eleito. Até às eleições de 28 de Abril, governou como um “César”, com o apoio de uma ditadura de militares. Em lugar de uma República multipartidária, fundou um partido único – o Partido Nacional Republicano – que agregava quase todas as minorias constitucionais anti-afonsistas e muitos monárquicos e católicos. Por meados de 1918, Sidónio havia conseguido o que nunca até aí Afonso Costa obtivera: um Presidente, um Partido e um Governo.