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Primeira Grande Guerra – O palco internacional da República

Os democráticos, liderados por Afonso Costa e por uma elite militar onde avultava a figura do general Norton de Matos, foram os principais responsáveis pela intervenção de Portugal na Primeira Grande Guerra.

O seu projecto era, desde 1890, nacional, patriótico e regenerador. Os republicanos concebiam uma estratégia nacional que incluía a colonização da África (Angola e Moçambique, especialmente) como um meio indispensável de afirmação da independência nacional na Península Ibérica e no Mundo.

Porém, para pacificar, manter, administrar, desenvolver e autonomizar progressivamente as colónias africanas, Portugal, com fracos recursos, necessitava, de forma absoluta, do apoio da “Velha Aliada”, não só político e diplomático, mas também económico, técnico e militar.

Internamente, a grande mobilização – ocorrida em poucos meses -, iria pôr à prova a capacidade de liderança e de realização dos republicanos nos domínios político, militar e cívico: milhares de camponeses haviam de sair da rabiça do arado para as tarefas urgentes da formação militar e cívica, apoiada numa mística republicana que seria transmitida pelo “oficial-professor”.