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Pátria e República. Um governo provisório revolucionário (1910-1912)

Perante um País arcaico, rural e analfabeto, as elites republicanas (de homens de leis, de oficiais das Forças Armadas, de médicos e de professores) incumbiram-se a si próprias de uma “missão histórica”: “salvar a Pátria” através da República, libertando o País do passado e das suas dependências crónicas e salvando-o de um “declínio” que lhes parecia inevitável.

Com a implantação da República, ambicionavam tudo: modernizar o Estado, democratizar a sociedade e as instituições e substituir uma moral católica e provinciana por uma outra, secularizada e cosmopolita, sustentada sobre a militância do “oficial-educador” e do “professor-sacerdote”.

Esta era uma tarefa hercúlea a que os revolucionários quiseram meter ombros no Governo Provisório. Porém, as tarefas da constitucionalização do regime e da sua aceitação nacional e internacional, bem como da estabilização de um sistema político-partidário coerente, acabaram por dificultar a acção revolucionária. Para além do mais, os revolucionários esbarraram contra uma sociedade arcaica que reagiu violentamente às propostas de modernização.